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Amadeu Thiago de Mello




Nome: Amadeu Thiago de Mello
Data de nascimento: 31/03/1926
Natural de: Porantim do Bom Socorro, município de Barreirinha – AM 
Profissões: Poeta e tradutor.
Locais de residência:
  • Bolívia:         
o    Adido Cultural do Brasil na Bolívia (1959-1960)
  • Peru:
o     Adido Cultural do Brasil no Peru (1959-1960)
  • Santiago:
o       Adido Cultural do Brasil em Santiago (1961-1964)

Minibiografia:
Amadeu Thiago de Mello é filho de Pedro Tiago de Melo e de Maria Mituoso de Melo. Mudou-se com a família para Manaus em 1931. Em 1941, foi para o Rio de Janeiro, e, em 1950, começou a estudar na Faculdade Nacional de Medicina. Durante a década de 1950, participou dos periódicos O Comício, veículo de oposição ao governo de Getúlio Vargas (1882 - 1954), e Folha da Manhã. Foi diretor do Departamento Cultural da Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, em 1959. No ano seguinte, assumiu o posto de adido cultural do Brasil na Bolívia e, depois, em 1963, transfere-se para Santiago, Chile, onde conheceu Pablo Neruda. Volta ao Rio de Janeiro em 1965, mas, em 1968, exilou-se em Santiago por ter sido perseguido pelo governo militar, onde permanece por dez anos. Nesse período de exílio publicou Faz escuro mas eu canto (1965), A canção do amor armado, (1966), Poesia comprometida com a minha e a tua (1975), e os Estatutos do homem (1977). Retornou em 1978 e, ao lado do cantor e compositor Sérgio Ricardo, participa do show Faz escuro mas eu canto, dirigido pelo cronista e dramaturgo Flávio Rangel (1934 - 1988). Nesse mesmo ano, mudou-se para o município de Barreirinha, Maranhão, onde se dedica à poesia atualmente.

Obras:
  • Poemas
Silêncio e palavra. Rio de Janeiro: Edições Hipocampo, 1951. 

Narciso cego. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1952.

A lenda da rosa. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1956. 

Vento geral. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1960.
Essa obra é uma reunião de quatro livros, os dois anteriores a este e outros dois inéditos: Tenebrosa Acqua e Ponderações que faz um defunto em seu velório.

Faz escuro, mas eu canto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.
Esse livro possui poemas que têm variados temas, como o amor não correspondido, as cantigas de roda e um açude.

A canção do amor armado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. 

Poesia comprometida com a minha e a tua vida. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
Essa obra tem como tema a fé no ser humano e o amor.

Os estatutos do homem. São Paulo :Editora Martins Fontes, 1977.
Com desenhos de Aldemir Martins, esse livro trata da liberdade, amor e a vida.

Horóscopo para os que estão vivos.  Rio de Janeiro: [s.n], 1982.
Ilustrado e editado por Ciro Fernandes, esse livro apresenta uma forma diferente de horóscopo, pois além de estarem em formato de poemas eles também incitam o leitor a aproveitar mais a vida.

Mormaço na floresta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984.

Vento geral: poesia 1951-1981. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.
Esse livro é uma coletânea dos poemas escritos entre 1951 e 1981. 

Num campo de margaridas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986.

De uma vez por todas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
  • Prosa:
Notícia da visitação que fiz no verão de 1953 ao Rio Amazonas e seus barrancos.  Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.
Esse livro tem como tema o nascimento do Rio Amazonas, do povo e da floresta Amazônica.

A estrela da manhã: estudo de um poema de Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: Ministério da Educação, 1968.
Esse livro é um estudo de um poema de Manuel Bandeira.

Arte e ciência de empinar papagaio. Manaus: BEA, 1984.
Nesse livro o autor ensina a empinar papagaios, dando dicas e contando histórias a respeito dessa atividade.

Manaus – Amor e memória. Manaus: BEA, 1984
Esse livro tem como tema a cidade de Manaus.

Amazonas: pátria das águas. São Paulo: Sverner-Bocatto, 1991.
Esse livro possui fotografias de Luiz Claudio Marigo e é uma edição bilíngue (Inglês – Português). Tem como tema o Rio Amazonas.

Amazônia – A menina dos olhos do mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992.
Esse livro tem como tema a floresta Amazônica. 

O povo sabe o que diz. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993.

Borges na luz de Borges. São Paulo: Pontes Editores, 1993.

  • No Exterior:
Madrugada Camponesa. Santiago do Chile: Arco CEB, 1962.
Essa obra descreve como é a vida de um camponês. A tradução foi feita por Armando Uribe.

Poemas. [s.l], 1962.
Tema: Esse livro é uma coletânea de poemas, ilustrado por Eduardo Vilches e tradução de Pablo Neruda.

Horóscopo. Santiago do Chile: Edição Mario Toral, 1964.
Essa obra apresenta um horóscopo escrito sob a forma de poema.

Os estatutos do homem. Lisboa: Edições ITAU, 1968.
Essa obra trata do amor, vida e liberdade.

Los estatutos del hombre. Montevideo: Club de Grabado, 1970.
Essa obra é a versão em castelhano de Os estatutos do homem.


What Counts is Life. USA: Geo Pflaum Publisher, 1970.
Nessa obra o autor mostra aquilo que realmente importa na vida.

Canto de amor armado. Buenos Aires: Ediciones Crisis, 1973.
Essa obra é a tradução de A canção do amor armado para o espanhol.

Poesia comprometida com a minha e a tua vida. Lisboa: Moraes Editora, 1975.
Essa obra tem como tema a fé no ser humano e o amor.

A Canção do Amor Armado. Lisboa: Moraes Editora, 1975.
Esse livro é uma tradução feita para o português de Portugal da obra A canção do amor armado.

Dio Statuten des Menschen. Wuprttal :RFA, 1976.
Tradução de O estatuto do homem para o alemão, feita por Peter Hammer Verlag.

Gesang der Bewffneteten Lieben.  Wuperttal, RFA, 1984.
Tradução de A canção do amor armado para o alemão por Peter Hammer Verlag

Chant de l'amour armé. Paris: Cerf, 1979.
Essa é a tradução de A canção do amor armado para o francês.

Amazonas: Land of Water. USA: The Massachusetts Review, 1986.
Tradução de Amazonas, pátria das águas para o inglês, por Charles Cutler.

Statutes of Man, Selected Poems. London: Spenser Books, 1994.
Tradução de O estatuto do homem para o inglês, feita por Richard Chappel.
  • Traduções:

Antologia poética de Pablo Neruda.  Rio de Janeiro: Letras e Artes, 1963.
Uma coletânea de poemas de Pablo Neruda. 

A terra devastada e os homens ocos, de T.S. Eliot. Santiago do Chile: [s.n], 1964.

Salmos, de Ernesto Cardenal. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.

Poesia Completa de Cesar Vallejo. Rio de Janeiro: Philobiblion, 1985.

Sóngoro Cosongo e outros poemas, de Nicolás Guillén. Rio de Janeiro:  Philobiblion, 1986.
  
Debaixo dos astros, Poesia de Eliseo Diego. São Paulo: Hucitec, 1994.

Os versos do capitão, de Pablo Neruda. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.



Cântico cósmico, de Ernesto Cardenal. São Paulo: Hucitec, 1996.

Prêmios e distinções:

Associação Paulista dos Críticos de Arte pelo livro O estatuto do homem, 1975.

Bibliografia Consultada:

FRAZÃO, Dilva. Thiago de Mello. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/thiago_de_mello/>. Acesso em: 12 de Fev. de 2018.

GLOBAL EDITORA. Thiago de Mello. Disponível em: <http://globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2740-thiago-de-mello>. Acesso em: 14 de Fev. de 2018.

GOOGLE BOOKS. Faz escuro, mas eu canto. Disponível em: <https://books.google.com.br/books/about/Faz_escuro_mas_eu_canto.html?id=SMBPSAAACAAJ&redir_esc=y>. Acesso em: 16 de Fev. de 2018.

GOOGLE BOOKS. Notícia da Visitação que fiz no Verão de 1953 ao Rio Amazonas e seus barrancos. Disponível em: <https://books.google.com.br/books/about/Amazonas_p%C3%A1tria_da_%C3%A1gua.html?id=lKp7AAAAMAAJ&redir_esc=y>. Acesso em: 16 de Fev. de 2018.

JORNAL DE POESIA. Thiago de Mello. Disponível em: <http://www.jornaldepoesia.jor.br/tmello.html#bibli>. Acesso em: 14 de Fev. de 2018.

LIVRALIVRO. Arte e ciência de empinar papagaios. Disponível em:
< https://livralivro.com.br/books/show/305753?recommender=I2I>. Acesso em: 16 de fev. de 2018.

THIAGO de Mello. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2877/thiago-de-mello>. Acesso em: 14 de Fev. 2018. Verbete da Enciclopédia.

Pesquisa realizada por Else R. P. Vieira e Thaís do Rosário Paiva

©Else R. P. Vieira
Coordenadora do Projeto Integrado “Escritores Brasileiros no Exterior: residência diplomática, literária e acadêmica”, patrocinado pela CAPES/Ministério da Educação, entre as Universidades de Londres (Queen Mary College) e Federal de Juiz de Fora (Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários)

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